terça-feira, 20 de dezembro de 2011

Reação

Neutrinos mais velozes que a luz: a reação dos cientistas
Outro ótimo post do Gustavo, desta vez ele estava super profícuo e fez dois textos de uma só vez, ai em cima eu disponibilizei um post também muito legal que te redireciona para outros tantos que escreveram sobre o tema neutrinos, que ainda vai dar muito o que falar.

By Gustavo Lepore
O mundo científico está passando por grandes revoluções e novos desafios nos mais variados e vastos campos de conhecimento. Hoje, em uma conversa entre amantes das ciências não fica de fora o tenebroso assunto “dos neutrinos”. O Prof. Vinícius postou bastante já sobre o assunto, e acho que isso intriga tanto ele quanto intriga a mim.
O cientista alemão Albert Einstein, através de experiências junto do outro cientista denominado Planck, mostrou e provou que a luz é constituída de partículas denominadas fótons, mas ao mesmo tempo essas partículas tinham a capacidade de se comportar como onda, ou seja, os estudos de ondulatória também “batiam” com os resultados das experiências mostradas por Einstein e Planck. Calculada a velocidade da luz no vácuo (na física também conhecida como “c”) com um valor de aproximadamente trezentos mil quilômetros por segundo (300mil km/s), seguiu a afirmação, com provas, de Einstein a qual afirmava que nenhuma matéria (ou seja, algo que possui massa e ocupa lugar no espaço) poderia atingir uma velocidade maior que a da luz “c”.
Esta afirmação, dada por Einstein foi, digamos, a mais bem aceita e utilizada pela física nos últimos tempos, pois era dada como verdade absoluta, ou seja, um axioma físico. Assim surgiu o valor provado das unidades do sistema internacional de medidas, como o “metro”, que é a distância em que a luz percorre em trezentos bilionésimos de segundo. Também os estudos físicos de óptica, na qual o índice de refração em um meio, “n”, é dado por um número tal que n>1, em que nos cálculos se utiliza como constante a velocidade da luz no vácuo; e a mais importante de todas: o estudo da antimatéria, também por Einstein (não só por ele), na qual surgiu a famosa equação E=mc². Esta equação narra a quantidade (absurda) de energia liberada “E” pelo encontro da matéria com a antimatéria (na qual “m” é a soma das massas) e “c” é a velocidade da luz. Só pra saber também, essa equação é utilizada na produção de bombas de antimatéria ou até mesmo em procedimentos médicos (olha a medicina aí de novo!) como a PET Scan, que nada mais é do que adquirir imagens utilizando Pósitrons de contraste em moléculas de glicose que serão ingeridas pelo paciente.
E então, veio um grupo de pesquisadores com estudos sobre as partículas remanescentes de decaimentos beta, dizendo que os “neutrinos”, nos grandes colisores de hádrons (LHCs), atingem um velocidade maior que a velocidade da luz “c” no vácuo. Ora pois! Se os neutrinos são partículas e possuem matéria, mesmo que pequeniníssima, isso não era impossível segundo Einstein? Pois é, esses pesquisadores com este ótimo trabalho ousaram contrariar este axioma físico proposto por ninguém mais, ninguém menos que Einstein e agora os estudos apontam que isso pode realmente ser verdade, ou seja, por questões de nanossegundos (na faixa de 0,000000001 segundo) os neutrinos podem viajar em uma velocidade maior que a da luz.
Nada ainda comprovado, mas há uma grande chance de isso ser verdade. Imagine a grande revolução que isso poderá fazer na física? Não que Einstein errou em tudo, mas se ele pôde errar em algo, acho que agora não vai faltar pesquisas que contrariem Einstein em praticamente tudo, e a velocidade da luz no vácuo “c” não poderá mais ser utilizada como constante propriamente dita. Revolução total.
Anexo: Pósitrons ->  elétrons com carga positiva, ou seja, o par antimatéria do elétron.
Gustavo Lepore (anakin_lepore@hotmail.com)

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